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Mar
22

22/03/200810h05

Nadador sérvio é excluído de competição por ato político

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da Folha de S.Paulo

O nadador sérvio Milorad Cavic foi excluído do Europeu de natação por ter feito manifestação política durante o evento. Após uma performance avassaladora nos 50 m livre, com quebra do recorde continental, ele subiu ao pódio com a frase “Kosovo é da Sérvia” estampada na camiseta.

A entidade que comanda a natação na Europa julgou que o ato infringia suas regras e decidiu tirar o atleta do torneio. A federação de natação da Sérvia também foi multada em 7.000 euros.

A punição exemplar mostra a pouca complacência dos dirigentes com o uso de eventos esportivos para atos políticos.

O Comitê Olímpico Internacional também proíbe manifestações políticas, religiosas e raciais durante suas competições e tem reiterado a posição em meio à onda de protestos contra ações da China no Sudão e no Tibete.

A entidade afirmou que os competidores são livres para expressarem suas opiniões, desde que isso não seja feito nas instalações olímpicas.

Alguns atletas já declararam que pretendem utilizar os Jogos de Pequim para protestar. ONGs também planejam manifestações durante a competição.

A punição ao nadador no Campeonato Europeu provocou reação do premiê da Sérvia, Vojislav Kostunica. Ele classificou a decisão como “uma derrota do esporte” e pediu a revisão da pena.

Cavic afirmou que não tinha a intenção de provocar raiva nem violência. Em fevereiro, Kosovo anunciou uma declaração unilateral de independência da Sérvia.

O nadador treina com o Race Club, espécie de irmandade criada pelo campeão olímpico Gary Hall, na Flórida (EUA). Ele nasceu na Califórnia.

Mar
22

quinta-feira, 20 de março de 2008, 18:30 | Online

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quinta-feira, 20 de março de 2008, 18:30 | Online

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Nadador sérvio causa polêmica com manifestação no pódio

Milorad Cavic vence prova do Europeu de Natação e comemora com camisa contra independência do Kosovo

Agência Estado

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'Kosovo é Sérvia'
Damir Sagolj/Reuters

Milorad Cavic sobe ao pódio vestindo camisa com os dizeres: ‘Kosovo é Sérvia’

EINDHOVEN, Holanda - O nadador sérvio Milorad Cavic criou polêmica nesta quinta-feira, no Campeonato Europeu de Natação, em Eindhoven, na Holanda. Na premiação pela vitória na prova dos 50 metros borboleta, quando bateu o recorde continental, ele foi ao pódio vestindo uma camiseta com os dizeres “Kosovo é Sérvia”.O Comitê Disciplinar da Liga Européia de Natação abriu investigação por considerar que a atitude do nadador sérvio feriu o artigo 15 do código de conduta, que prevê punições para atitudes provocativas dos atletas.

Kosovo proclamou unilateralmente a independência da Sérvia no dia 17 de fevereiro e teve sua autonomia reconhecida por países como França e Estados Unidos, apesar dos protestos dos dirigentes sérvios.

Por conta do protesto na camiseta, Cavic pode ser advertido, multado, suspenso ou até excluído da competição. O nadador, que mora nos Estados Unidos, se defende e afirma que está com medo de ser punido, o que poderia tirá-lo da disputa da Olimpíada de Pequim, em agosto.

“Não fiz para provocar ódio ou violência”, afirmou Cavic. “O país está quebrado e fiz o que fiz para levantar o moral das pessoas.”

Mar
22

 nadador sérvio Milorad Clavic foi suspenso de todas as provas nos campeonatos da Europa de natação, depois de ter subido ao pódio envergando uma t-shirt onde se podia ler: «O Kosovo é Sérvia».A Liga Europeia de Natação decidiu sancionar o atleta, por considerar que o acto de Clavic foi uma clara acção política.

O nadador sérvio ganhou a Medalha de Ouro nos 50 metros mariposa e decidiu passar a mensagem de que o Kosovo pertence à Sérvia.

O Kosovo declarou unilateralmente a independência em Fevereiro. A atitude foi reprovada pelo governo de Belgrado, que diz que a declaração é ilegal.

Países como os Estados Unidos, o Japão e várias potências europeias já reconheceram a independência do Kosovo, mas a polémica está longe de terminar.

O Comité Olímpico Internacional já fez saber que o Kosovo só pode competir nos Jogos Olímpicos depois de ser reconhecido pelas Nações Unidas como país independente.

Mar
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Editorial: a escolha da Sérvia

12/0312:45The New York Times

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No último mês, o Kosovo fez uma escolha histórica pela independência. A Sérvia logo terá a oportunidade de fazer sua própria decisão importante; um futuro melhor como parte da União Européia, ou pelo isolamento, estagnação e declínio.

Não é nenhuma surpresa que a declaração do Kosovo levou a um colapso do governo de coalizão da Sérvia, além de estimular novas eleições. O Kosovo foi o símbolo do nacionalismo sérvio desde o século 14. Todos os partidos políticos significantes da Sérvia prometeram impedir a independência do Kosovo, embora nenhum deles tenha demonstrado força suficiente para brecá-lo. Tais partidos têm agora idéias distintas sobre como proceder. O partido democrata do presidente Boris Tadic ofereceu a mais inteligente política, que prefere se movimentar rapidamente para qualificar a Sérvia como membro da União Européia. A aliança é uma necessidade econômica, além de ter um sentido estratégico e diplomático. A Sérvia perdeu força política ao passo que se aliou com a Rússia contra a União Européia, e se recusou a negociar pacificamente sobre a independência do Kosovo.

Eleitores da Sérvia aprovaram a aproximação de Tadic no mês de janeiro, quando o reelegeram como presidente do país. Sua margem foi estreita, e o ódio decorrente da declaração do Kosovo pode fortalecer a ala ultranacionalista do governo, que defendem o congelamento das relações com a União Européia, enquanto esta apoiar a independência do Kosovo.

Uma vitória transparente do partido de Tadic seria o melhor caminho para a Sérvia, Europa e para os Estados Unidos. Washington e Bruxelas podem ajudar, não através de acobertar Tadic, mas através de passos concretos, que tragam segurança e proteção à minoria étnica do Kosovo na Sérvia.

Antes de declarar a independência, o governo predominantemente albanês aceitou um plano do ocidente que visa supervisionar suas novas instituições. A Otan que permanecerá no Kosovo e equipes de supervisão política da União Européia que deverão assegurar a defesa de albaneses-kosoraves estarão protegidos contra violência e discriminação.

A administração de Bush, que possui uma inigualável influência no novo governo do Kosovo, deve insistir que este mostre que ainda é merecedor para a reconciliação com a minoria da Sérvia e com Belgrado.

A destruição sanguinária teve início há duas décadas, com a manipulação de Slobodan Milosevic da paixão nacionalista sérvia sobre o Kosovo. Quão digna poderia esta era terminar, com o ressoar dos votos pelo pragmatismo e progresso do povo sérvio.

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Sérvia pede à ONU reconsiderar reconhecimento da independência do Kosovo

11/0317:09AFP

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O chanceler sérvio, Vuk Jeremic, pediu hoje aos países que reconheceram a independência unilateral do Kosovo reconsiderar a decisão, numa nova iniciativa de Belgrado na ONU para que seja respeitada sua integridade territorial.

“Conclamamos todos os países que reconheceram (a declaração de independência da província em fevereiro) a que reconsiderem sua decisão, ao mesmo tempo em que solicitamos aos que não o fizeram que nos ajudem a continuar defendendo o sistema internacional contra o enfraquecimento de seus fundamentos”, disse o ministro aos 15 membros do Conselho de Segurança da ONU.

Mar
22

Kosovo lança concurso para o hino nacional

12/0307:50AFP

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O Parlamento kosovar anunciou nesta quarta-feira nos jornais a criação de um concurso para o novo hino da República de Kosovo.

O prazo para a entrega das propostas de hino, que deve ser “único e original” e ter duração de 30 a 60 segundos, é de 20 dias.

Os participantes são estimulados a compor a música do hino, mas também podem propor letras. O vencedor receberá o prêmio de 10.000 euros.

Kosovo, cuja população majoritária é de etnia albanesa, proclamou unilateralmente sua independência da Sérvia no dia 17 de fevereiro. A nova república balcânica foi reconhecida pelos Estados Unidos e os principais países da União Européia.

A Sérvia, apoiada pela Rússia, não aceita a separação da província por considerar a mesma ilegal.

O Parlamento kosovar aprovou no dia da proclamação da independência o emblema e a bandeira do país, que também foram selecionados por concurso.

Mar
22

11/03/2008 (10:37) | COMENTÁRIOS (1)

Sérvia entrará na UE se mantiver Kosovo, diz Kostunica

Agencia Estado

O chefe de governo provisório da Sérvia, Vojislav Kostunica, afirmou hoje que seu país ingressará na União Européia (UE) “apenas com Kosovo”. A declaração do primeiro-ministro vem à tona apenas alguns dias depois de seu governo ter desmoronado por causa da falta de acordo entre diferentes facções com relação à declaração de independência do Kosovo e sua conseqüências.

Kostunica observou hoje que a antecipação das eleições em seu país deveria enviar à UE a mensagem de que “apenas com Kosovo” a Sérvia ingressará no bloco de 17 países. A declaração feita por Kostunica pode ser vista como uma rejeição ao apelo feito ontem pela UE para que a Sérvia evite o isolacionismo e mantenha o curso da busca pela filiação ao bloco.

O governo sérvio rejeitou a declaração de independência feita em 17 de fevereiro pelos líderes albaneses de Kosovo, mas os políticos do país discordam quanto a como lidar com a crise. Ontem, Kostunica recomendou ao presidente da Sérvia, Boris Tadic, a antecipação das eleições para maio depois do colapso do governo em meio a um impasse entre os chefes de Estado e de governo com relação a como reagir ao apoio dado pelos países da UE à independência de Kosovo. Dezoito dos 27 países do bloco reconheceram a independência da província sérvia.

Mar
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Björk apóia independência de Kosovo e tem show na Sérvia cancelado

Plantão | Publicada em 27/02/2008 às 19h30m

Leonardo Lichote – O GloboRIO – O show de Björk em Novi Sad, na Sérvia, foi cancelado depois de a artista ter dado declarações em apoio à independência de Kosovo durante um show em Tóquio, noticia o site da revista britânica NME. A cantora dedicou a música “Declare independence” (“Declare independência”) ao país, que recentemente se tornou independente da Sérvia.

Falando a um jornal islandês, Björk disse: “Talvez um sérvio tenha assistido ao meu concerto, ligou para casa e, portanto, o concerto em Novi Sad foi cancelado”. Os organizadores do show na Sérvia, porém, declararam na mesma reportagem que o cancelamento foi por motivos de segurança.

A independência de Kosovo este mês foi altamente contestada. Muitos estados balcânicos, além de China, Rússia e Espanha, se recusaram a reconhecê-la.

Mar
22
15/02/2008 – 15h25 – Atualizado em 17/03/2008 – 08h32

Entenda a crise no Kosovo

Independência pode dividir província entre albaneses e sérvios.
Sérvia e Rússia são contrários à separação.

Do G1, com agências entre em contato

ALTERA O
TAMANHO DA LETRA

Radicalmente contrários à independência do Kosovo, os sérvios (que vivem na região norte) podem acabar optando pela divisão do país -o que pode gerar atos de violência entre as comunidades sérvia e albanesa.

“Os sérvios do norte vão reagir negativamente à declaração de independência. Para eles, o norte não faz parte de um Kosovo independente, e sim pertence à Sérvia”, explica o analista albano-kosovar Ilir Dugolli. “Eles vão preservar seus laços com a Sérvia e teremos uma nova divisão de Kosovo”, acrescenta.

A eventual divisão do Kosovo entre sérvios e albaneses foi descartada desde o início das discussões sobre o estatuto da província sérvia. A ONU administra a província desde o conflito de 1998-1999 entre as forças sérvias e os separatistas albaneses.

Mas a divisão diz respeito a uma realidade. Depois da guerra do Kosovo, o norte, ligado à Sérvia e onde vivem cerca de 40 mil sérvios (num total de 100 mil habitantes), se mantém estreitamente unido a Belgrado.

“Kosovo já está dividido. A divisão entre o norte e o sul tem nove anos de existência”, enfatiza Oliver Ivanovic, um dos líderes dos sérvio-kosovares. “Os sérvios do norte do Kosovo não vão reconhecer a independência, não vão reconhecer a nova administração e vão continuar se considerando parte integrante da Sérvia.”

“A arrasadora maioria dos sérvios do Kesovo optarão por se dissociar da decisão da independência”, advertiu Vuk Jeremic, ministro sérvio das Relações Exteriores.

 Os passos para a independência

Kosovo deu nesta sexta-feira (15) o último passo para proclamar sua independência da Sérvia, e embora o primeiro-ministro kosovar, Hashem Thaçi, tenha evitado dar a data concreta, fontes ligadas à cúpula albano-kosovar afirmam que ocorrerá no próximo domingo.

A Assembléia do Kosovo aprovou uma moção que permite adotar nas próximas 24 horas as leis necessárias para proclamar a soberania tutelada desta província sérvia de maioria albanesa, segundo o previsto no plano do ex-mediador da ONU Martti Ahtisaari.

O plano, apresentado no ano passado por Ahtisaari após dois anos de negociações frustradas entre Pristina e Belgrado, nunca chegou a ser adotado oficialmente em virtude da rejeição da Sérvia e de sua aliada Rússia.

Enquanto Thaçi evitava confirmar a aguardada data e prometia que o Kosovo respeitará os direitos das minorias étnicas, como os sérvios, em Belgrado, o reeleito presidente sérvio, Boris Tadic, tomava posse com a advertência de que “nunca renunciará à luta pelo Kosovo”.

O dirigente fez seu juramento com base na nova Constituição do país, aprovada em 2006, em cujo preâmbulo Kosovo é definido como parte inalienável da Sérvia.

Após o juramento, a Organização para a Segurança e Cooperação na Europa (OSCE) convocou para a próxima terça-feira, em Viena, uma sessão extraordinária de seu Conselho Permanente, que começará com um discurso do ministro de Assuntos Exteriores sérvio, Vuk Jeremic, segundo confirmou à Efe Susanna Loof, porta-voz da organização.

Hashem Thaçi afirmou que em Kosovo todos os cidadãos, incluindo a minoria sérvia, “terão uma perspectiva de futuro” graças a “uma realidade de segurança e cooperação”, embora não tenha explicitado quando a independência será declarada.

“Em Kosovo independente nenhum cidadão deverá se sentir discriminado”, afirmou Thaçi, ex-líder do Exército de Libertação do Kosovo (ELK), que enfrentou, na década de 90, as forças de segurança sérvias.

As autoridades albano-kosovares haviam declarado anteriormente que a data de sua independência será coordenada com os Estados Unidos e com vários países da União Européia (UE), como França, Alemanha e o Reino Unido, que apóiam a separação.

 Vigilância internacional

O chamado “plano Ahtisaari” estabelece uma “vigilância internacional” do Kosovo, província onde mais de 90% dos cerca de dois milhões de habitantes são albaneses.

A proposta do ex-mediador da ONU propõe uma estrita proteção para os mais de 100 mil sérvios que vivem no Kosovo, e representam 5% da população.

Os sérvio-kosovares preparam protestos contra a iminente declaração de independência do Kosovo. As manifestações devem acontecer na próxima segunda-feira, em Gracanica, próximo a Pristina; em Strpce, no sul de Kosovo, e na cidade de Mitrovica, na parte norte da província.

Para evitar eventuais distúrbios, a Polícia internacional e a Força Militar para Kosovo (KFOR), liderada pela Otan, anunciaram o aumento do número de soldados em Mitrovica.

O governo sérvio decidiu ontem anular de forma antecipada qualquer declaração de independência, alegando que sua integridade territorial está garantida pela Carta da ONU e pelo direito internacional.

Desde a guerra de 1999, Kosovo foi administrada pela ONU, que após a independência deverá ter suas tropas substituídas por uma missão da UE.

O atual presidente rotativo da UE, Dimitrij Rupel, porém, adiou qualquer eventual resposta à independência de Kosovo na realização do Conselho de Ministros de Assuntos Exteriores na próxima segunda-feira, segundo fontes diplomáticas.

 Símbolo da divisão

A principal cidade do norte de Kosovo, Kosovska Mitrovica, repartida entre 40 mil sérvios aos norte do rio Ibar e 80 mil albaneses ao sul, simboliza a divisão étnica e a impossível reconciliação entre as duas comunidades, que continuam se opondo -às vezes de forma violenta.

A missão da ONU em Kosovo, que deve ser substituída por uma missão da União Européia em breve, conseguiu impor sua administração no norte, onde Belgrado instalou instituições paralelas: justiça, educação, saúde.

Dessa forma, parece que as autoridades sérvias têm em mente há tempos uma eventual divisão da província, apesar de nunca terem proposto isso de forma oficial.

“Toda a infra-estrutura do norte, a eletricidade, a água, o abastecimento, a telefonia, etc, está pronta para se conectar à Sérvia”, comenta um jornalista sérvio-kosovar.

 Influência russa

A dura oposição dos sérvios à independência do Kosovo está simbolizada no norte por inúmeros retratos do presidente russo Vladimir Putin, visíveis nas ruas.

Moscou é o mais firme apoio de Belgrado em todos seus esforços para impedir a independência de uma província que os sérvios consideram berço de sua história e cultura.

“Temo que tenhamos um segundo Chipre no Kosovo”, comenta o analista político Dugolli. “Todo mundo reconhecerá a independência do Kosovo, mas no terreno teremos uma divisão que só será reconhecida por um país, como acontece no Chipre”, acrescentou.

Alguns temem novos atos de violências. “Haverá tiros se os albaneses tentarem exercer o poder no norte, franco-atiradores emboscando as duas partes. Mitrovica parecerá Beirute durante anos”, afirma o dirigente sérvio Oliver Ivanovic.

 Reforço na segurança

Consciente do risco, a Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan), que mobilizou desde o final da guerra cerca de 17 mil homens no Kosovo para garantir a segurança (através da Sfor), acaba de reforçar seus efetivos com mais de 500 soldados italianos, que se somam a 7 mil policiais locais e um contingente de 1.500 oficiais da polícia da ONU.

Mar
22

quinta-feira, 21 de fevereiro de 2008, 21:47 | Online

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quinta-feira, 21 de fevereiro de 2008, 21:50 | Online

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Venezuela não reconhece independência de Kosovo

Chávez diz que independência é fruto de pressão dos EUA e abre precedente perigoso.

Claudia Jardim - BBC var orig = “BBC”; bbc = (orig == ‘BBC’) ? ‘‘ : ”; document.write(bbc);

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De Caracas para a BBC Brasil - O presidente da Venezuela, Hugo Chávez, disse nesta quinta-feira que seu governo não reconhece a independência de Kosovo, proclamada no domingo, por considerar que é fruto das pressões dos Estados Unidos na região dos Bálcãs.

Chávez também criticou os países europeus que apoiaram a decisão.

“Eu anuncio a posição do nosso governo (…). Nós não reconhecemos essa independência entre aspas de Kosovo, não a reconhecemos, protestamos contra isso”, disse Chávez, durante uma reunião ministerial transmitida em cadeia nacional.

“Isso é parte da pressão dos EUA. Eu não sei como há países na Europa que aceitam isso”, afirmou.

Chávez disse que a independência de Kosovo, que era uma província da Sérvia, abre um precedente perigoso. “Isso (a independência) não se pode aceitar, é um precedente extremamente perigoso para o mundo inteiro e pode ser, além disso, o começo de não sei quantas guerras”, disse.

O presidente venezuelano segue a linha de seus principais aliados comerciais, Rússia e China, e da Espanha, um dos países da União Européia que rejeitaram o anúncio unilateral de independência emitido pelo parlamento kosovar no último domingo.

Chávez, que há dois anos acusou as Nações Unidas de gerenciar os interesses norte-americanos, voltou a acusar o organismo de “prestar-se a fazer o jogo dos EUA”.

“As Nações Unidas não se dão conta de que devem ser um organismo para cuidar da paz? Isso pode terminar em outro desastre lá na Sérvia”, disse.

Mais cedo, nesta quinta-feira, centenas de manifestantes invadiram a embaixada dos Estados Unidos em Belgrado, capital da Sérvia, e incendiaram parte do prédio, em protesto contra o apoio norte-americano à independência de Kosovo.

O presidente venezuelano fez um chamado às Nações Unidas e aos países da União Européia para que voltem atrás na decisão de legitimar a independência de Kosovo e que busquem caminhos para um diálogo político. BBC Brasil – Todos os direitos reservados. É proibido todo tipo de reprodução sem autorização por escrito da BBC.